Article | Medir o ROI em Recursos Humanos: moda, utopia ou necessidade?

Article | Medir o ROI em Recursos Humanos: moda, utopia ou necessidade?

Se medir o retorno do investimento foi, desde sempre, uma das análises mais estratégicas para qualquer organização, face à conjuctura actual tornou-se sinónimo de garantia de sustentabilidade e sobrevivência. O seu cálculo disseminou-se pelas diferentes áreas da Empresa, já não sendo um indicador exclusivo das Direcções Financeiras.

 
Em tempos económicos difíceis, o valor dos serviços corporativos/de suporte, tantas vezes visto como um centro de custos e tangente à Missão da empresa é alvo fácil de cortes cegos e os projectos no âmbito do desenvolvimento de RH estão frequentemente na mira.
 
Aliado a este facto, a estrutura de Recursos Humanos é frequentemente considerada uma área “soft” porque nem sempre consegue fornecer dados financeiros quantificáveis e tipicamente não cria receitas. Investimentos em RH muitas vezes deixam o executivo renitente e ansioso, muito por culpa da exclusividade de benefícios intangíveis apresentados. Não obstante, a ideia de desenvolvimento de competências, melhoria de níveis de satisfação do cliente interno, aumento de índices de motivação, etc., é algo sempre visto como positivo. Contudo, se estes investimentos se traduzem em receitas, melhoria da produtividade ou aumento de lucro, mantem-se questionável para o executivo.
 
Mas será censurável? 
 
Ouvimos repetidamente que o investimento em capital humano é crucial para o sucesso e desenvolvimento das empresas, sendo efectivamente o principal activo de qualquer organização. Mas como podemos ter Recursos Humanos verdadeiramente estratégicos se não analisamos o retorno do investimento dos seus projectos, processos ou planos de desenvolvimento? Como podemos garantir que estão devidamente alinhados e operacionalizam a estratégia da Empresa? Como provamos o seu contributo directo para a superação dos objectivos corporativos, se permanecemos sem usar métricas quantificáveis?  
 
Tornou-se urgente uma efectiva mudança de paradigma! Há que mudar o mind set, garantir o desenvolvimento de competências analíticas, avaliar metodologicamente e apresentar resultados.
 
Contudo, se há tarefa dificil, “avaliar” é claramente um bom exemplo! Fácil e usual é perpetuar o erro de décadas assente na reprodução literal e simplista dos modelos de avaliação escolar e aplicá-los tout court às organizações. E esta é uma tendência que urge combater, evoluindo para uma avaliação mais completa e complexa do impacto dos projectos de desenvolvimento de RH, tanto nas pessoas e no seu desempenho como nas organizações e seus resultados. E foi exactamente para responder a este desafio que o ROI Institute desenvolveu uma abordagem equilibrada e abrangente, assente em processos de cáculo cientificamente comprovados que inclui técnicas de isolamento dos efeitos do programa, projecto ou solução em análise.
 
Esta metodologia é adoptada e utilizada em mais de 50 países, sendo reconhecida como a abordagem líder na previsão e avaliação do retorno do investimento.
 
“Uma forma inovadora de medir o retorno em formação para tornar esta demonstração credível e objectiva.”
Pedro Fernandes
Training Manager of The Phone House
 
Usada não apenas como ferramenta de diagnóstico, mas principalmente na melhoria contínua, consiste no levantamento e análise de dados desde o início da adopção do projecto, em cinco níveis distintos de acção, fornecendo respostas durante todo o processo. A ROI methodology, provou ser uma ferramenta precisa, credível e viável para traduzir em resultados financeiros todos os projectos e programas, de qualquer tipo de organização.
 
O uso de métricas quantificáveis, melhora significativamente a credibilidade e vulnerabilidade dos Recursos Humanos e permite que a gestão de topo identifique, de forma clara, objectiva e mensurável, o contributo dos RH para os resultados da organização. Já não é suficiente afirmar (por mais correctos que estejamos) que se acredita que um determinado projecto ou programa será benéfico para a empresa. Há que prová-lo e, mais do que isso, integrar práticas de avaliação ROI no DNA corporativo.
 
“In today’s economy, if your programs cannot be shown to directly affect bottom-line strategic objectives, you and your program risk being categorized as an “endangered species”. The Roi Methodology moves beyond learning objectives by providing a step-by-step process for designing, delivering and providing the strategic value of your programs. Use this methodology to increase the probability of gaining or keeping your seat at the table.”
Graydon Dawson
Director of Global Training Systems
 
A melhor ferramenta, técnica ou modelo nunca será bem sucedida se não for correctamente utilizada e se torne rotina da função RH. Mais do que um processo de desenvolvimento de ferramentas e integração de boas práticas é um processo de mudança. E este, será o maior dos desafios!
 
 
Sofia Fonseca Bento
Executive Coordinator do Let’sTalkGroup
 
Responsável pela área de Consulting, larga experiência em projectos de consultoria de Recursos Humanos, de Desenvolvimento Estratégico e Formação.
Formadora no Let’sTalkGroup no âmbito da Gestão Estratégica, Management, Gestão de Recursos Humanos e Gestão da Formação, Ética e Responsabilidade Social, Comunicação, Optimização de Processos e Sistemas de Gestão Integrada.
Licenciatura em Psicologia, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa. Curso Pós-Graduado Legislação Laboral e o Novo Código de Trabalho, pelo ISLA – Lisboa.
Certificação em “Social Responsibility Trainer”  pela APEE (Associação Portuguesa de Ética Empresarial). Formação pós-graduada no Sistema de Gestão por Missões, pela AESE.
Certificação na Metodologia ROI (Return On Investment) - Certified ROI Professional, pelo ROI Institute (EUA).